O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) apareceu pela primeira vez após a derrota para o Governo do Ceará. Em reunião com lideranças oposicionistas do estado, o tucano defendeu seguir a aliança com o PL e com o União Brasil para os próximos anos.
De acordo com o presidente do PSDB Ceará, o encontro ocorreu também para analisar a importância que foi superar as diferenças entre os oposicionistas para a eleição de 2026. “Para nós, vale a pena redesenhar essa aliança para o futuro, para os próximos passos da vida comunitária do Ceará”, afirmou.
“O que quer dizer, concretamente, em fazer, daqui para diante, uma agenda em comum que renove as nossas afinidades e supere cada vez mais as nossas diferenças. Esse foi o sentido da reunião”, acrescentou.
A chapa oposicionista no Ceará, composta por Ciro, Roberto Cláudio (União Brasil) como vice, e Alcides Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União Brasil) para o Senado, não conseguiu se eleger em nenhuma das frentes.
Dentre alguns integrantes da oposição, a avaliação é de que o deputado federal reeleito André Fernandes (PL) pode vir a assumir a dianteira das articulações em torno do grupo. Ele é cotado para ser candidato a prefeito em Fortaleza em 2028.
Mesa Diretora da Alece
Ciro, após a reunião, avaliou ainda a disputa para as Mesas Diretoras em Câmaras Municipais e na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) para o próximo biênio 2027-2028.
Para a próxima legislatura do Legislativo cearense, enquanto o PL elegeu seis deputados estaduais, o PSDB presidido por Ciro fez três nomes. Parlamentares mais ligados a Ferreira Gomes, como Cláudio Pinho, Queiroz Filho e Antônio Henrique, no entanto, não foram reeleitos.
Ciro afirmou que há um comprometimento, por parte da oposição, para “examinar os desdobramentos” da eleição das Mesas.
O tucano apontou que, além dos nove deputados eleitos por partidos de oposição, há ainda os três parlamentares da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, que poderiam se unir ao grupo.
“Se agirmos de forma coesa, vamos ter uma importância estratégica na reconstituição da própria Mesa da Alece”, disse.
Moses Filho (União Brasil), James Bel (União Brasil) e Zezinho Albuquerque (PP), eleitos para a próxima legislatura, no entanto, se posicionam como governistas. Mesmo que os parlamentares eleitos sejam da base do governador reeleito Elmano de Freitas (PT), o presidente da Federação União Progressista no Ceará, Capitão Wagner, é uma das lideranças da oposição no Estado.

Comentários