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EDITORIAL/OPINIÃO

Quando a Estética Corporativa Prevalece sobre a Sobrevivência nos Hospitais de Maracanaú

A justificativa de que os recursos provêm da Secretaria de Recursos Humanos e não da Saúde

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Em qualquer manual básico de gestão pública, a priorização de recursos em momentos de escassez é a regra de ouro para garantir a dignidade humana. No entanto, a recente decisão da prefeitura de Maracanaú de enviar em regime de urgência um projeto de lei para distribuir canetas emagrecedoras de alto custo para o funcionalismo público acende um sinal de alerta ético.

Enquanto os cidadãos comuns enfrentam relatos de UPAs superlotadas, escassez de medicamentos básicos nas farmácias municipais e longas esperas por consultas especializadas, a administração opta por criar um microssistema de bem-estar restrito.

A justificativa de que os recursos provêm da Secretaria de Recursos Humanos e não da Saúde configura uma cortina de fumaça contábil. O orçamento de um município é uno, alimentado pelos impostos pagos por cada morador de Maracanaú.

Alocar verbas para subsidiar tratamentos de ponta para perda de peso em uma pasta, enquanto a linha de frente do atendimento médico geral carece do básico, representa uma escolha política clara de priorizar o público interno em detrimento da população que mais necessita da assistência do Estado.

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