Não há nada mais frustrante para um cidadão do que sair de uma consulta médica, após horas de espera, e ouvir na farmácia do posto o famigerado: “Está em falta”. Em Maracanaú, esse roteiro se repete diariamente, transformando a Relação Municipal de Medicamentos (REMUME) em uma espécie de “lista fantasma”.
Recentemente, a gestão municipal fez barulho ao anunciar a atualização da oferta de medicamentos gratuitos. No entanto, denúncias colhidas em bairros como Pajuçara e Jereissati mostram que itens básicos — de analgésicos a antibióticos — frequentemente desaparecem das prateleiras. Onde está o erro? No planejamento da compra, na logística de entrega ou no desvio de finalidade dos recursos?
Quando o governo anuncia que “comprou”, mas o remédio não “chegou”, cria-se um vácuo de transparência. Para o portal Maracanaú Agora, esse cenário reforça a tese de que a ineficiência é sistêmica. Sem o remédio no posto, o paciente é empurrado para as farmácias privadas, pesando em um orçamento familiar já castigado, ou fica à mercê da caridade alheia. A saúde pública não se faz com listas bonitas no site da prefeitura, mas com prateleiras cheias e tratamento garantido na ponta.
Fontes:
Anúncio da Lista de Remédios (REMUME): Prefeitura de Maracanaú – Atualização de Medicamentos Gratuitos
Denúncias de Falta de Insumos (Hospital Municipal): Sindicato dos Médicos do Ceará – Escassez em Maracanaú (Nota: Embora a nota seja de 2024, os problemas persistem e foram reafirmados em fiscalizações de 2026).

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