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Quanto ganham governador e seu vice no Ceará? Veja salário e benefícios

Elmano de Freitas e Jade Romero recebem subsídios mensais de R$ 22,8 mil e R$ 17,1 mil, respectivamente….

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Elmano de Freitas e Jade Romero recebem subsídios mensais de R$ 22,8 mil e R$ 17,1 mil, respectivamente. Além da remuneração, cargos contam com estrutura pública para segurança, deslocamentos, residência oficial e viagens a serviço

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e a vice-governadora Jade Romero (MDB) recebem atualmente subsídios mensais de R$ 22.878,41 e R$ 17.158,80, respectivamente. Os valores foram estabelecidos pela Lei nº 19.667, de 9 de março de 2026, e passaram a valer a partir de maio deste ano.

A legislação determinou um reajuste escalonado. Em janeiro de 2026, o subsídio do governador passou para R$ 22.717,18 e o da vice-governadora para R$ 17.037,87. A partir de maio, os valores chegaram aos atuais R$ 22.878,41 e R$ 17.158,80.

O subsídio é a remuneração fixa destinada ao ocupante do cargo. Diferentemente de servidores que recebem vencimento acrescido de diversas gratificações, o modelo busca concentrar a remuneração em uma parcela única, sem impedir, porém, o pagamento de verbas de natureza indenizatória previstas em lei, como despesas relacionadas a viagens oficiais.

A diferença mensal entre os dois cargos é de R$ 5.719,61. A própria Constituição do Ceará estabelece que o vice-governador substitui o governador em determinadas situações e também pode receber missões e atividades especiais atribuídas pelo chefe do Executivo.

Há benefícios além do salário?

Sim, mas é importante fazer uma distinção: não se trata necessariamente de benefícios incorporados ao salário. Parte da estrutura disponibilizada aos ocupantes dos cargos está relacionada ao exercício das funções públicas.

Entre essas despesas estão segurança, transporte oficial, estrutura administrativa, viagens a serviço e utilização da residência oficial.

A Casa Civil do Ceará, por exemplo, tem entre suas atribuições prover os recursos necessários ao funcionamento da Residência Oficial, do Palácio da Abolição e de seus anexos. O órgão também coordena a segurança pessoal do governador, do vice-governador e de suas respectivas famílias.

Residência oficial

O governador dispõe de uma Residência Oficial do Governo do Ceará, localizada no bairro Meireles, em Fortaleza.

O imóvel fica na Rua Deputado Moreira da Rocha, nº 1.200 e é tratado oficialmente como um dos imóveis vinculados à estrutura da Casa Civil. Uma contratação publicada em agosto de 2026, por exemplo, destinou R$ 7.988,40 para 12 meses de fornecimento de gás canalizado necessário ao funcionamento da residência.

Isso significa que o governador não recebe um “auxílio-moradia” de valor equivalente ao aluguel de um imóvel particular. O que existe é a disponibilização de uma estrutura residencial pertencente ao Estado, cuja manutenção gera despesas públicas.

Não há, na legislação consultada para esta reportagem, um valor fixo pago diretamente a Elmano de Freitas como auxílio-moradia.

O conjunto formado pelo Palácio da Abolição e pela residência oficial pertence ao patrimônio do Estado. A estrutura também conta com serviços de segurança e administração pública.

E plano de saúde?

Não foi localizado, na legislação consultada, um plano de saúde privado exclusivo criado especificamente para o governador e a vice-governadora como benefício do cargo.

O Ceará possui o Instituto de Saúde dos Servidores do Estado do Ceará (ISSEC), estrutura destinada à assistência à saúde de servidores estaduais e dependentes. A adesão ao sistema possui regras próprias e não deve ser confundida com um plano de saúde privado concedido automaticamente ao governador em razão do cargo.

Por isso, não é correto afirmar que o governador recebe, como parte de seu salário, um plano de saúde privado de valor determinado.

A estrutura estadual de saúde para servidores é mantida por legislação específica e possui regras próprias de adesão e custeio.

Como funcionam as diárias de viagem?

Quando governador ou vice-governadora precisam viajar a serviço, as despesas não são necessariamente pagas com o salário.

O Estado possui regras específicas para concessão de diárias, ajuda de custo e passagens aos agentes públicos que viajam em missão oficial.

Em 2026, o valor de referência das diárias da Classe I é de R$ 459,70 por dia para determinadas viagens nacionais. Publicações do Diário Oficial do Estado mostram autoridades do primeiro escalão recebendo esse valor, com acréscimos previstos na legislação dependendo das circunstâncias da viagem.

O valor não deve ser confundido com uma remuneração extra permanente. A diária tem caráter indenizatório, ou seja, serve para custear despesas decorrentes do deslocamento a serviço.

Em determinadas situações, pode haver acréscimos sobre o valor da diária. Também podem ser concedidas ajuda de custo e passagens aéreas, de acordo com as regras estabelecidas pelo Estado.

Um exemplo ajuda a entender como o mecanismo funciona. Em uma viagem de autoridade estadual para outro estado, uma publicação oficial de 2026 registrou a concessão de três diárias e meia de R$ 459,70, com acréscimo de 35%, além de ajuda de custo e passagem aérea.

Viagens internacionais

Para viagens internacionais, os valores podem ser diferentes dos praticados em deslocamentos dentro do Brasil e também podem variar conforme o destino e as regras específicas aplicáveis.

Em abril de 2025, por exemplo, o governador Elmano de Freitas recebeu autorização para uma viagem à China com quatro diárias e meia de R$ 2.856,65, além de duas ajudas de custo no mesmo valor e passagens aéreas. Na ocasião, os valores foram calculados considerando a cotação do dólar utilizada pelo Estado.

Assim, uma viagem oficial pode gerar uma despesa pública significativamente maior do que o simples pagamento das diárias, porque o Estado também pode arcar com passagens, ajuda de custo, seguro e outros gastos previstos nas normas.

O Estado paga transporte e segurança?

A estrutura dos cargos inclui serviços públicos de segurança e transporte oficial. A Casa Militar do Ceará é responsável, entre outras funções, pela segurança pessoal do governador, do vice-governador e de suas famílias. O órgão também atua no transporte da Governadoria e da Vice-Governadoria e acompanha viagens governamentais.

Isso não significa que exista um valor mensal depositado diretamente para governador e vice para que utilizem como quiserem. São serviços e estruturas mantidos pelo poder público para garantir o funcionamento e a segurança das atividades oficiais.

Documentos publicados no Diário Oficial também mostram, por exemplo, operações da estrutura de segurança do Estado destinadas ao transporte do governador e de sua comitiva em compromissos oficiais no interior.

Quanto custa, então, um governador além do salário?

Não existe um valor único que possa ser apresentado como “custo mensal do governador”.

Isso acontece porque as despesas são distribuídas por diferentes órgãos e dependem da agenda pública. Segurança, combustível, manutenção de veículos oficiais, servidores, viagens, passagens aéreas, hospedagens e manutenção da residência oficial são despesas administrativas que não aparecem necessariamente como uma parcela adicional do contracheque do governador.

Por isso, o subsídio de R$ 22.878,41 não representa sozinho todo o gasto público relacionado ao exercício do cargo, mas também não é correto somar automaticamente todas as despesas da estrutura governamental ao salário pessoal do governador.

O que está no salário e o que é despesa pública?

Recebido diretamente pelo ocupante do cargo:

  • Subsídio mensal de R$ 22.878,41 para o governador;
  • Subsídio mensal de R$ 17.158,80 para a vice-governadora.

Despesas relacionadas ao exercício da função:

  • Diárias em viagens oficiais;
  • Passagens aéreas;
  • Ajuda de custo, quando prevista;
  • Segurança pessoal;
  • Transporte oficial;
  • Estrutura administrativa;
  • Manutenção da Residência Oficial;
  • Serviços vinculados ao funcionamento das instalações oficiais.

A diferença é importante porque diária, passagem, segurança e manutenção de imóvel público não são salário.

Quem define o salário do governador?

O valor do subsídio não é definido unilateralmente pelo próprio governador. No Ceará, a remuneração é estabelecida por meio de legislação aprovada pela Assembleia Legislativa.

A Lei nº 19.667/2026, de autoria da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, fixou os valores atualmente pagos ao governador e à vice-governadora. A lei foi sancionada em março e estabeleceu os valores escalonados para janeiro e maio de 2026.

Com isso, atualmente, Elmano de Freitas recebe R$ 22,8 mil por mês e Jade Romero, R$ 17,1 mil, enquanto despesas relacionadas ao exercício das funções são custeadas separadamente pelo Estado, conforme as regras e a necessidade de cada atividade oficial.

A informação é do site Opinião CE.

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