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POLÍTICA

Morre Manoel Dias, fundador do PDT e ex-ministro do Trabalho, aos 88 anos

Político catarinense participou da criação do PDT ao lado de Leonel Brizola e teve trajetória marcada pela luta contra a ditadura militar

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O ex-ministro do Trabalho e Emprego e um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Manoel Dias, morreu no sábado (22), aos 88 anos, em Florianópolis, Santa Catarina.

Manoel Dias deixa a esposa, dois filhos, noras e netos. O político estava internado há vários dias, após o agravamento do quadro de saúde em razão de um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido no ano passado.

A trajetória de Manoel Dias esteve ligada ao trabalhismo brasileiro. Em 1980, ele participou da fundação do PDT ao lado de Leonel Brizola e de outros líderes políticos.

TRAJETÓRIA POLÍTICA

Em Santa Catarina, Manoel Dias presidiu o PDT e também exerceu mandato de deputado estadual. Em 2013, assumiu o cargo de ministro do Trabalho e Emprego, função que ocupou até 2 de outubro de 2015.

Em nota publicada nas redes sociais, o PDT e o Instituto Leonel Brizola lamentaram a morte de Manoel Dias e manifestaram solidariedade aos amigos e familiares.

“Hoje nos despedimos de um grande companheiro, mas sua trajetória continuará presente em cada luta que seguir adiante. Nosso carinho e solidariedade aos familiares, amigos, companheiros e companheiras. Manoel Dias, presente! Sempre”, diz a nota.

O presidente do PDT no Ceará, deputado federal André Figueiredo, também manifestou pesar pela morte de Manoel Dias nas redes sociais.

“Há despedidas que a gente nunca está preparado para fazer. Hoje é uma delas. Com o coração profundamente entristecido, nos despedimos de Manoel Dias, o nosso Maneca. Um homem que não foi apenas fundador do PDT, mas um dos grandes responsáveis por dar vida, alma e direção ao trabalhismo que defendemos há décadas. Maneca, meu amigo, você foi e continuará sendo um pilar do pedetismo. De luta. De força. De garra. De esperança. Descanse em paz, meu amigo. A sua luta não termina aqui. Ela continuará em cada pedetista que mantiver acesa a chama do trabalhismo que você ajudou a construir“, postou o parlamentar cearense.

O velório será realizado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, nesta segunda-feira (24), das 10 às 15 horas.

PESAR

Ao tomar conhecimento da morte de Manoel Dias, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), candidato ao Governo do Ceará, também usou as redes sociais para manifestar pesar.

“Recebo com muita tristeza a notícia do falecimento de Manoel Dias. Maneca foi um dos fundadores do PDT, ao lado de Leonel Brizola, e uma das figuras mais respeitadas do trabalhismo brasileiro. Foi um companheiro de tantas batalhas e, acima de tudo, um amigo leal. Deixo meu abraço à família e a todos que conviveram com ele. Seu legado seguirá vivo“, publicou o tucano.

Advogado natural de Içara, no Sul de Santa Catarina, Manoel Dias iniciou a vida pública como vereador da Câmara Municipal do município pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em 1962.

Em 1966, Manoel Dias foi eleito deputado estadual pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). O mandato integrou a sexta Legislatura da Alesc (1967-1971), período em que também atuou como deputado constituinte.

DITADURA MILITAR

A carreira política de Manoel Dias foi marcada por dois momentos de cassação de mandato durante a ditadura militar. Em 1964, ele ficou preso por 11 meses como perseguido político e, em 1969, teve os direitos políticos suspensos por 10 anos.

A informação é do site Opinião CE.

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