Horas antes de visitar o Ceará, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. No encontro, o ministro teria sinalizado a intenção de levar os episódios recentes, envolvendo seus colegas, Alexandre de Moraes e André Mendonça, para serem analisados pelo plenário da Corte.
Segundo matéria do jornal Folha de S. Paulo, Fachin demonstrou insatisfação com o comportamento dos ministros e se mostrou disposto a ir em frente para esclarecimento das condutas e marcar um debate final em sessão plenária.
A investigação da Polícia Federal (PF) aponta ligação entre Moraes e o antigo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Já Mendonça, que é relator do caso da fraude financeira, admitiu que ouviu o ex-banqueiro em seu gabinete sem a presença de agentes federais.
Também estiveram na conversa o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente Superior Tribunal de Justiça, Luis Felipe Salomão, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
A Folha aponta que o clima entre Fachin e Gonet, este último que também foi citado na relação com Vorcaro, não foi dos mais amigáveis. O procurador-geral da República pediu a anulação do relatório da PF que liga Moraes a Vorcaro, enquanto o presidente do STF quer analisar as informações levantadas.
Fachin teria reforçado ao presidente da República e demais presentes que os assuntos são muito sérios e precisam ser tratados com o critério devido. Também assegurou que vai apreciar todos os temas e tomará o tempo necessário para isso.
Lula defendeu que respostas sejam dadas à sociedade, que não deixem dúvidas sobre as providências tomadas diante da crise que se abateu nas instituições do país.
Mais cedo, o chefe do Executivo publicou um vídeo cobrando a atuação do presidente do Supremo Edson Fachin, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
“Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente do Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações”, disse Lula.
Lula também reforçou que a democracia precisa de instituições “fortes e respeitadas” e enxerga que ficou claro “que nosso sistema político e Judiciário precisam de reformas profundas”.
“É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém. Doa a quem doer”, completou.
A informação é do site Opinião CE.

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