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POLÍTICA

Fachin avalia deixar análise de abertura de investigações contra ministros após 2º turno das eleições

Na manhã desta sexta-feira (4), o presidente do Supremo Tribunal Federal pediu que André Mendonça e Alexandre de Moraes se posicionem em um prazo de cinco dias

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, avalia deixar a análise da abertura de investigações contra seus colegas ministros para depois das eleições deste ano. Ao dar um prazo de cinco dias úteis para que André Mendonça e Alexandre de Moraes se posicionem, ele citou que cabe a ele “zelar para que a possível apreciação colegiada seja feita, a tempo e modo, com o elevado senso de responsabilidade”.

Na manhã desta sexta-feira (4), Fachin foi recebido pelo presidente Lula (PT). No Palácio do Planalto, os dois participaram da cerimônia de sanção de projetos relacionados a fundos do sistema de Justiça.

O evento também contou com a presença do procurador-geral da República, Paulo Gonet, do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, e de outras autoridades do Poder Judiciário.

Também nesta sexta, Fachin retirou do Inquérito das Fake News o pedido apresentado por Moraes para investigar Mendonça e submeteu o caso à presidência do STF, comandada por ele.

“Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas da nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça”, afirmou Fachin.

Foi no mesmo despacho que o presidente do STF determinou o prazo de cinco dias úteis para que Mendonça e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentassem parecer sobre as alegações feitas por Moraes.

Lula defendeu investigação sem “blindagem”

A reunião com Lula ocorreu um dia após o presidente se manifestar sobre o agravamento da crise, em meio aos desdobramentos do caso Banco Master. Em vídeo divulgado na noite de quinta-feira (3), o petista defendeu que “todo mundo” seja investigado, “sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”.

“A democracia precisa de instituições fortes e respeitadas. Fica claro que o nosso sistema político e judiciário precisa de reformas profundas. É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade”, afirmou.

Moraes apontou possíveis irregularidades contra Mendonça

A crise na Suprema Corte escalou após Alexandre de Moraes apontar indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade que, segundo ele, teriam sido cometidos por André Mendonça na condução das investigações relacionadas ao caso Banco Master.

O despacho encaminhado ao presidente do STF, no âmbito do Inquérito das Fake News, cobrava providências sobre as alegações.

A decisão ocorreu dois dias após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que mostra contatos entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Nesta sexta-feira, Fachin retirou o pedido de Moraes do Inquérito das Fake News e submeteu o caso à presidência do STF. Ele também estabeleceu o prazo de cinco dias úteis para que Mendonça e a PGR apresentem parecer sobre as alegações.

A informação é do site Opinião CE.

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