A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) volta a Fortaleza nesta sexta-feira (30) para participar do Baile da Vitória, evento organizado em comemoração à vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A festa está prevista para começar às 18h13, na Praça dos Caboclos, no bairro Parangaba. A parlamentar está entre os nomes anunciados para a programação.
A celebração retoma a identidade do Baile do 13, evento que ganhou visibilidade durante a campanha eleitoral e teve como um dos protagonistas o influenciador e deputado estadual eleito Léo Suricate (PSOL). O nome faz referência ao número utilizado pelo PT nas urnas. A proposta é reunir apoiadores para comemorar o resultado eleitoral e recuperar elementos da mobilização realizada no período de campanha.
Esta será a segunda visita de Erika Hilton a Fortaleza em menos de 20 dias. Em 19 de outubro, durante o segundo turno das eleições, a deputada participou de um ato em defesa da reeleição de Lula, também na Parangaba. Na ocasião, ergueu um barbeador gigante em um gesto interpretado como provocação ao deputado federal André Fernandes (PL-CE).
Os dois parlamentares protagonizaram embates na Câmara dos Deputados, especialmente durante as discussões sobre o fim da escala 6×1. Em um dos debates, André afirmou que Erika teria sido “humilhada” politicamente após a rejeição de sua proposta inicial de jornada 4×3. A deputada respondeu que “humilhante é se tornar deputado ensinando na internet a fazer depilação íntima”, em referência a um vídeo antigo publicado por Fernandes.
Justiça condena André Fernandes por ataques contra Erika Hilton
Dias depois do embate no Congresso, André Fernandes publicou um vídeo nas redes sociais com ataques à identidade de gênero de Erika Hilton. Em 5 de outubro, a 44ª Vara Cível de São Paulo condenou o deputado cearense a pagar R$ 50 mil por danos morais à parlamentar. A decisão também determinou a remoção definitiva da publicação.
O vídeo foi publicado em maio de 2026. Na gravação, Fernandes se referiu repetidamente à deputada no masculino, fez comentários sobre sua anatomia e utilizou o nome anterior à transição de gênero da parlamentar. Na sentença, o juiz Guilherme Madeira Dezem entendeu que a publicação ultrapassou os limites do debate político e atingiu a identidade de gênero de Erika Hilton. A defesa de Fernandes havia alegado que o conteúdo estava protegido pela imunidade parlamentar, argumento rejeitado pela Justiça. A condenação é de primeira instância e cabe recurso.

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