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POLÍTICA

Cid propõe novo piso para arquitetos, engenheiros, veterinários e outras oito profissões

Projeto de Lei do senador fixa o piso em cinco ou seis salários-mínimos, a depender do tempo de formação dos cursos superiores

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O senador Cid Gomes (PSB) apresentou um Projeto de Lei que visa estabelecer novos pisos salariais para profissionais de áreas como engenharia, arquitetura, medicina veterinária e geografia. A proposta fixa o piso, para profissionais formados em cursos superiores com duração de quatro anos ou mais, em R$ 10.302, equivalente a seis salários-mínimos; e, para formações universitárias com menos de quatro anos, em R$ 8.585, que equivale a cinco salários.

O projeto, que ainda vai passar pela análise do Congresso Nacional, prevê também que, após a contratação, os valores sejam ajustados anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

A medida altera a Lei nº 4.950-A, de 1966, que dispõe sobre as remunerações de profissionais diplomados em Engenharia, Química, Arquitetura, Agronomia e Veterinária. A proposta de Cid inclui outros profissionais no rol da legislação.

Os profissionais que seriam contemplados com a medida do senador cearense são os formados nas escolas de:

  • Engenharia;
  • Química;
  • Arquitetura;
  • Agronomia;
  • Química Industrial;
  • Zootecnia;
  • Geologia;
  • Geografia;
  • Tecnólogos;
  • Meteorologia;
  • Medicina Veterinária.

Na justificativa, o parlamentar afirmou que o texto visa reconhecer e valorizar profissionais essenciais ao desenvolvimento nacional que foram alcançados por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 171, como lembrou o senador, reconheceu a inconstitucionalidade da vinculação automática do piso salarial dos profissionais técnicos e engenheiros ao salário mínimo.

“Desse modo, a presente proposta visa, entre outros, garantir um piso salarial atrelado ao salário mínimo quando da contratação dos profissionais aqui tratados, sem qualquer indexação a ele”, destacou.

Como finalizou o senador, a proposta tem como objetivo “garantir tratamento isonômico” aos profissionais que não estavam abrangidos inicialmente pela Lei de 1966, “corrigindo distorções históricas e assegurando a recomposição de seu poder aquisitivo por meio de critérios objetivos e transparentes”.

A informação é do site Opinião CE.

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