A campanha de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Estado e o comando da Federação União Progressista no Ceará reagiram rápido a uma decisão que agitou a reta final antes do primeiro turno. Na manhã desta terça-feira (29), um dos advogados da coligação Unir para Mudar já estava em Brasília para contestar a liminar que interditou as candidaturas de Roberto Cláudio a vice e de Capitão Wagner ao Senado. Conforme apurou esta Coluna, serão apresentados dois recursos: um no próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e outro no Supremo Tribunal Federal (STF). Nas duas cortes, eles vão tentar sustar a decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques. A pressa pode ser determinante na reta final da campanha. Com a decisão, na prática, Roberto Cláudio, Capitão Wagner e os suplentes de senador Prisco Bezerra e Lúcio Gomes ficam sem os recursos públicos de campanha ainda não utilizados e fora do ar na propaganda de rádio e da TV. O tempo que a Federação somava à propaganda de Ciro também sai do ar. [render name="Veja também" contentId="1.3794852"] Relógio contra O problema da oposição é o calendário. A campanha está na última semana antes do primeiro turno, com o horário eleitoral gratuito perto do fim. A decisão vale até o julgamento do recurso especial, que o próprio ministro pediu que ocorra no menor tempo possível, no plenário da Corte. Entretanto, cada dia sem os aliados na tela é um dia perdido numa disputa acirrada entre Ciro e o governador Elmano de Freitas (PT). [citacao tipo="texto" ]Daí a estratégia em duas frentes. Se uma porta demorar a abrir, a outra pode abrir antes. Ou seja: ganhar tempo onde o tempo é o recurso mais escasso. [/citacao] Origem da querela O caso nasceu na disputa interna da Federação União Progressista. Em julho, a direção estadual, comandada por Capitão Wagner, fechou apoio a Ciro. União Brasil e PP, presididos no Ceará pelos deputados Moses Rodrigues e AJ Albuquerque, aliados do Governo, haviam deliberado apoio a Elmano. O TRE-CE validou a posição da Federação por 4 votos a 2. Floriano entendeu o contrário: a Federação só poderia decidir se os dois partidos divergissem. E eles não divergiram. Terceiro front O episódio confirma uma lógica que atravessa esta campanha. Além do embate nas ruas e nas redes, há uma guerra jurídica em curso. E as duas coligações recorrem a ela para impor desgaste ao adversário.
A informação é do site Diário do Nordeste.

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