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POLÍTICA

Lula volta ao Ceará e faz campanha no Cariri

O presidente visitou as obras do Cinturão das Águas do Ceará, no Crato, e fez uma grande passeata pelas ruas de Juazeiro do Norte.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, escolheu a região do Cariri para realizar sua primeira agenda de campanha política no Ceará. O petista esteve, nesta sexta-feira (4), no Crato, visitando as obras do Cinturão das Águas do Ceará (CAC). Mais tarde, fez uma grande passeata pelas ruas de Juazeiro do Norte, ao lado do governador Elmano de Freitas (PT), que também concorre à reeleição. 

Mais cedo, o chefe do Executivo deu uma entrevista para a Rádio Progresso, de Juazeiro do Norte. Além de ressaltar o trabalho que fez em sua gestão, especialmente na área da educação, Lula comentou a tentativa de ligar seu nome ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), principal adversário de Elmano ao governo do Ceará. 

Sem criticá-lo, o petista reforçou que o seu candidato é o atual governador e lembrou que Ciro, seu antigo aliado, escolheu “outro lado”, se referindo ao bolsonarismo. 

“O Ciro não tá comigo. Ele está com outra pessoa. Quem tá comigo é o Elmano. Se a pessoa quiser votar no Ciro, vota por conta do Ciro, mas não pode votar enganado, achando que tenho ligação com o Ciro. Ciro fez uma opção. Ele foi para o outro lado”, disse o presidente.

Cinturão das Águas

Em seguida, ao lado do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, Lula visitou o lote 3 do Trecho 1 do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), em Crato, que está com 93% de avanço físico. São 145 quilômetros de extensão e aproximadamente R$ 1,8 bilhão de investimentos. “É uma das mais importantes obras hídricas do planeta”, assegurou o presidente. 

“É uma obra que se junta a outras tantas feitas no Ceará e no Nordeste, como o maior programa de segurança hídrica, para matar a sede, para o turismo, produzir alimentos, talvez no mundo. Mais de 1.400 quilômetros de canais e mais de 15 mil quilômetros de adutoras”, reforçou o ministro. 

Além de Góes, comitiva presidencial foi acompanhada pela ministra da Casa Civil é Miriam Belchior, pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, pelo governador Elmano de Freitas, pelo senador Camilo Santana, pelo senador Cid Gomes, pela deputada Luizianne Lins, pelo prefeito de Crato, André Barreto (PT) e pelo prefeito de Barbalha, Guilherme Saraiva.

Lula visita obras do CAC, no Crato. Foto: Ricardo Stuckert.

O governador Elmano de Freitas reforçou que o CAC será importante para a economia do Ceará e projetou a criação de um perímetro irrigado no Cariri. “Aqui tem solo muito fértil, de gente trabalhadora. Queremos fazer um grande polo de fruticultura no Cariri cearense para exportar. A obra garante água para consumo humano, produção e logística para exportação pela Transnordestina”, destacou. 

Passeata

No início da noite, Lula fez o seu grande ato de campanha, uma passeata que lotou as ruas de Juazeiro do Norte. O presidente desfilou de carro na terra do Padre Cícero, arrastando milhares de pessoas. A caminhada terminou com comício para os seus apoiadores. 

Em seu discurso, o petista fez questão de encorajar, novamente, o seu apoio à reeleição de Elmano, à reeleição do senador Cid Gomes (PSB), além da eleição de Luizianne Lins (Rede) ao Senado Federal — a deputada foi última a ingressar na chapa e não esteve presente na sua última visita.

“O Senado é peça fundamental e eu só tenho dois senadores comigo, Cid e Luizianne. Só tenho também um candidato a governador. Não tem dois candidatos. Por isso, quero fazer apelo. Quem votar em mim, vote no Elmano”, disse, arrancando aplausos. 

O momento também foi de atacar seu principal adversário na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro (PL). O petista lembrou, especialmente, o período de gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “O nosso adversário utiliza as fake news, a mentira, como foi feito pelo seu pai, que negou a vacina. Se tivesse o mínimo de competência para gerir, não teriam morrido mais de 600 mil pessoas na pandemia. Negaram a vacina para nossos filhos”, completou. 

Lula reuniu milhares de pessoas na Praça Padre Cícero, em Juazeiro do Norte. Foto: Ricardo Stuckert.

Lula também destacou o avanço na economia no seu governo. “A inflação de alimentos era de 56% na época dele e a nossa é apenas 13%. O Brasil cresceu 3% na economia. A última vez que isso aconteceu foi comigo, em 2010”, enumerou. 

Por fim, o petista rechaçou a possibilidade de interferência estrangeira nas eleições brasileiras, especialmente pelos Estados Unidos, liderado por Donald Trump. “Estão pensando em trazer ajuda dos Estados Unidos. Pode vir o americano que quiser, jamais ganhará de um pernambucano e de um cearense. Nosso povo é humilde, mas orgulhoso. Simples e generoso, mas temos vergonha na cara e quem decide o destino desse país é o povo brasileiro”, finalizou. 

A informação é do site Opinião CE.

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