O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, atualmente filiado ao Democracia Cristã (DC), passou a ampliar sua presença nas redes sociais e admitiu publicamente que avalia disputar a Presidência da República.
Em publicação compartilhada no Facebook, Instagram e LinkedIn, Barbosa afirmou que está analisando a possibilidade de, no prazo previsto pela legislação eleitoral, entrar na disputa pelo que classificou como “o emprego mais difícil e complexo do país”. Além dessas plataformas, o ex-ministro também criou perfis no Kwai, TikTok e YouTube, além de reativar sua conta no X. No mesmo texto, apresentou uma breve biografia aos eleitores.
A movimentação política ganhou força no mês passado, após sua filiação ao DC. Com a entrada de Barbosa, o partido passou a contar com um nome juridicamente apto a concorrer às eleições presidenciais. Em meio a esse cenário, a legenda retirou a pré-candidatura de Aldo Rebelo, que chegou a ser expulso da sigla, mas foi reintegrado posteriormente por decisão judicial. Apesar disso, Barbosa ainda não confirmou oficialmente se será candidato.
No começo de junho, o ex-ministro se encontrou com o deputado federal Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, em uma livraria no Rio de Janeiro. O tucano definiu a conversa como um café entre “dois mineiros preocupados com o Brasil” e afirmou que ambos discutiram cenários para 2026. Nenhum dos dois, porém, detalhou qual caminho político poderá ser adotado. Vistos como possíveis nomes fora da polarização entre Lula e Bolsonaro, Barbosa e Aécio indicaram que as próximas pesquisas eleitorais deverão influenciar os passos de uma eventual composição.
Por enquanto, o quadro eleitoral ainda se mostra desafiador para o ex-ministro. Levantamento Genial/Quaest divulgado em 10 de junho apontou Barbosa com 1% das intenções de voto no primeiro turno.
Segundo a pesquisa, seu desempenho aparece concentrado nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, enquanto ele não pontua no Sul e no Nordeste. Entre eleitores identificados como de esquerda não lulista e de direita não bolsonarista, registra 2% em cada grupo, sinalizando alguma presença, ainda que limitada, entre eleitores que buscam alternativas à polarização.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho e tem margem de erro de dois pontos percentuais. Joaquim Barbosa ficou conhecido nacionalmente por relatar o processo do Mensalão e, em outras ocasiões, já havia sido apontado como possível candidato à Presidência.

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