O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou da pauta desta quarta-feira (4) a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 anos para 16 anos. A decisão atendeu a um pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A matéria será discutida, primeiramente, na Câmara dos Deputados em uma comissão especial. “Vou aguardar a Câmara dos Deputados”, disse Alcolumbre, ao ressaltar que o compromisso é de que o texto seja votado na Casa ainda em novembro. “Quando chegar aqui, nós vamos votar”, completou.
A articulação envolveu a retirada da discussão sobre a redução da maioridade penal do texto da PEC da Segurança Pública, que foi aprovada ontem (3). A oposição queria incluir a questão da redução da maioridade na matéria, mas o presidente do Senado decidiu separar o tema, abordado em duas emendas, uma do senador Rogério Marinho (PL-RN) e outra do senador Camilo Santana (PT-CE).
“Na condição de presidente do Senado, preciso compreender que a ponderação [de Motta] foi razoável. Eu preciso tentar, da melhor maneira possível, manter uma relação pacífica, cuidadosa e atenciosa a uma demanda do presidente da Câmara dos Deputados”, reiterou.
Propostas
O tema agora está em discussão em três propostas. Na proposta do senador Camilo Santana, a maioridade penal passaria para os 16 anos nos casos de crimes hediondos. Para os demais crimes, continuaria aos 18 anos.
Já a proposta de autoria do senador Rogério Marinho defende reduzir a maioridade penal para 16 anos, como regra geral, e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.
Há, por fim, o texto em discussão na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que estabelece a maioridade penal e civil aos 16 anos de idade. A proposta está sendo analisada pela comissão junto com outras PECs sobre o mesmo tema. (Com informações da Agência Brasil)

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